quarta-feira, 2 de setembro de 2020

 Boooooom dia, Vetnam!!!

Quanto tempo, não? O Brasil ainda se escrevia com "B" maiúsculo, ainda era um país c algum respeito, os imbecis ainda estavam no esgoto. O tempo não foi generoso. A grande imprensa, sempre a voz de uma classe media burra e rancorosa em defesa de alguns milionários e bilionários que não enxergam além do que carregam entre as pernas, decidiu entregar a democracia a uma elite econômoca que não se conformou em perder mais uma eleição. Investiram pesado no golpe parlamentar que derrubou Dona Dilma, sob os aplausos orgásmicos dos reacionarios, salivando de tesão pelo portuguêrs impecável de um asqueroso senhor chamado Michel Temer. Vocês se vendem tão barato, humanos. Basta uma mesóclise, um emprego correto de pronomes e conjugação verbal... Que pena que deu errado o golpe, né? A Globosta não conseguiu eleger um tucano de estimação, a crise financeira e a recessão sairam do controle, os empregos prometidos ao povo não vieram... E chegou um messias, em fim. A salvação de toda sociedade inculta e retrógrada: um messias. Com um inspirador e belíssimo discurso de ódio, desprezo pela vida e pela democracia, cheio de racismo, misoginia e homofobia, ele foi o salvador dos fascistas constrangidos, dos homofóbicos que titubeavam antes de espancar uma lésbica ou um gay, das pessoas que escolhiam as palavras antes de destratar e hostilizar os negros com seu racismo, todos esses humanos cheios de ódio e de desprezo por qualquer outro ser vivo que não seja igual a si mesmo. A maré de chorume subiu até os repórteres agredidos, hospitais invadidos, tudo protagonizado por uma legião de cristãos fundamentalistas com bandeiras de tortura, ditadura e exclusão para esconder sua ganância homicida, sua sexualidade doentia... 

Aqui estamos todos nós, num brasil condenado, nas mãos de uma sociedade de espírito medievel, sob o coro dos pobre e miseráveis sempre gratos pelo peso da liteira e pela dor do acoite, porque o mundo é escamoso, vai por mim.

Bom dia, Vietnam.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Foi assim...

Booooooooom dia, Vietnam!!!!
Faz tempo que não escrevo nada, reflexos do caos que assola o mundo. Mas chega de moleza. Já fui complacente deamais.
Vou contar uma estorinha a vocês, primatas. Foi assim, ou ao menos creio que foi. Não é provável - visto que tal relato não se pode submeter aos rigores dos testes - embora seja bastante possível e, mais ainda, plausível supor, que certo dia, há muito, muito tempo mesmo, um macaco se deu conta de ser mais forte que os demais macacos do grupo do qual fazia parte. Um acaso genético lhe deu músculos mais potentes e um temperamento mais beligerante. Sabendo-se mais forte, este macaco julgou-se no direito de ser o único a copular com as fêmeas do bando e de não querer outros machos por perto. Usou de sua força para caçar outros macacos e usar sua carne como ostentação para mostras às fêmeas que ele era superior aos demais. Outras ele coagiu, visto que era mais forte e mais perigoso, Também usou sua força para expulsar do bando qualquer macaco que não se submetesse a seus caprichos. Tornou-se o líder de seu grupo usando a força bruta. Outros macacos que testemunharam tal prodígio invejaram a vida régia daquele macaco mais forte. Se ele podia ter todas as fêmeas e submeter à sua vontade os outros machos, eles também podiam. E seguiram, cada um, imitando o comportamento bruto e hostil daquele macaco. E, como toda propagação, o sinal original se altera, se deteriora. Novas formas de se impor a força foram surgindo. Veio a violação das macacas que não os aceitasse, veio a morte - não apenas as surras - aos macacos que representassem uma ameaça à sua supremacia, vieram alianças entre macacos dominantes de grupos diferentes para formarem grandes grupos sob o domínio de uns poucos... neste ponto você para de ler isto e olha pela janela. O que você vê?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Booooom dia, Vietnam!!!!
Agora que todos esqueceram o mar de lama em Minas Gerais e os atentados em Paris, hora de perguntar: quem são vocês? Quem são vocês agora? Por quem vocês oram  hoje? Quem mais são os cinco - dentre tantos e tantos e tantos - fuzilados pelo Estado por serem negros e pobres da periferia? Quantos de vocês são ribeirinhos mortos de fome - como tantos e tantos que morrem de fome ai do seu lado, na marquise, sob a ponte? Quem vai ser o primeiro a tirar o olho da lupa para olhar o tamanho verdadeiro do estrago? para ver seu deus e seu demônio de mãos dadas? Quem vai deixar de pensar em amanhã e pensar no depois e depois? Quando vão deixar de jogar confetes sobre cada novo horror? Qual o próximo filtro você vai aplicar sobre sua foto? Quem foi preso? Quem pegou a conta? Quem ainda vai pagar? Mais amor por quem?

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Boooom dia, Vietnam!!!!

"Comunista bom é comunista morto!". Adoro essa máxima, macacos. Ela diz muito sobre o seu caráter, ela deixa claro muita coisa sobre quem é você na sociedade.
Imaginem vocês um mundo onde houvesse menos exploração, melhor divisão da riqueza, um mundo socialista - ou comunista como muitos preferem chamar. Não, não, macacos, não falo em negros favelados morando na sua varanda goumet nem pegando seu amado SUV emprestado, não. Eu falo em um mundo onde todos fossem engenheiros, ou médicos cirurgiões, juízas, dentistas, arquitetos, profissionais liberais ou artistas bem sucedidos, todos tivessem empregos com elevada qualificação e boa remuneração, ninguém precisasse viver de caridade ou favor e todos pudessem ter acesso a quaisquer bens de consumo, lazer e cultura. Pois é, creio que neste mundo não haveria muito o que você ostentar, nem muita gente para lhe servir. Você teria de varrer e encerar o piso da sua sala impecável e lavar sua privada, porque aquela moça seria estilista, ou advogada. Possivelmente você ia ter mais cuidado com seu lixo, porque os garis seriam bem escassos e eu tenho quase certeza que você mesmo teria que engraxar seus sapatos e abastecer seu carro dos postos de combustível. É disso que estamos tratando aqui, meu velho. Você odeia a noção de um mundo comunista porque ela ameaça sua preciosa superioridade social, sua sensação de estar acima de alguém, ela reduz a distância entre você e demais classes sociais.
Quando deparo com "comunista bom é comunista morto!", é difícil não associar a frase ao um pensamento de meio século atrás, quando a referência de comunismo eram as atrocidades de Stalin - que vale ressaltar eram bem distantes do idealismo socialista, ou seja, a pessoa que a profere estagnou no tempo e se atem ao fundamento ideológico do fascismo e toda a repressão e truculência inerentes a tal, incapaz de aprender o que de fato é socialismo e reconhecer que o mundo carece de modelos justos de sociedade e política.
Você, macaco que quer matar todos os comunistas, ao fim das contas, é meramente uma pessoa mesquinha, retrógrada e com tendência a uso ostensivo da violência. Você não quer igualdade, você não quer liberdade, você não quer o bem de todos. Assim, fique a roer seu repúdio aos homossexuais, que em sua covardia você muitas vezes sequer assume (eu tenho até amigos gays), sua aversão aos negros (mas minha empregada doméstica era negra e minha familia adorava ela, pena que ela passou a ter direitos trabalhistas e eu tive que mandar embora) e seu desprezo por quem não adora num homem que morreu na cruz - ironicamente defendendo todos os valores de paz e liberdade que você combate obstinadamente.
O mundo é muito, muito escamoso, macacos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Boooom dia, Vietnam!!!!!
O que vou propor agora, tristes macacos, é uma coisa simples, como aquela orientação que fazem os terapeutas, para esvaziar a mente e relaxar. Tentem somente deixar de lado suas convicções quotidianas e suas aflições pessoais e observarem com dedicada atenção para duas pontas que parecem distantes no mar, mas sob a superfície podem muito bem estar ligadas num bloco de gelo pavorosamente grande. Num olhar simplista, Herinaldo Santana e Aylan Kurdi nada tem a ver além de serem ambos crianças, serem ambos de família pobre e estarem ambos mortos. Um deles, morador de periferia, com a cor e aquela aparência que uma sociedade excludente e segregacionista considera o rótulo da pobreza, do indesejado, típicas do marginal. O outro, certamente vindo de alguma zona suburbana, enfrentou tamanha pobreza e violência que os pais, em desespero, preferiram fugir para um país mais promissor que aquele onde nasceram. Um morreu nesta fuga arriscada em busca de uma segurança, uma fartura e dignidade que lhes fora negada, expondo as mazelas consequentes da exploração e da desigualdade na divisão das riquezas do mundo, mostrando que a invejada e almejada riqueza da Europa não é fruto meramente de seu esforço, mas também do seu passado explorador e usurpador. Outro morreu em consequência de sua origem humilde que o tornou, aos olhos de quem controla a sociedade, em escória, o tipo de indivíduo que, se não está carregando nas costas as classes dominantes, é uma ameaça armada à civilidade, aos direitos de consumir e que deve ser executado pelo aparato considerado mais eficiente para manter a ordem: a polícia.
Ambos acabam sendo indicadores de uma pandemia de intolerância, de desigualdade, de falência de valores ultrapassados cujos defensores, atuais detentores do poder aqui no Brasil e pelo mundo todo, se recusam a aceitar e assumir sua responsabilidade de rever.
Vão chamar Herinaldo, com seus 11 anos perdidos à bala, de bandido - ou projeto de - mas vão chamar Aylan de anjo e vão fechar os olhos para o massacre dos povos indígenas sob a mão de ferro do progresso predatório. Da mesma forma, há na Europa quem festeje a morte de Aylan, juntamente com um número indizível de outros fugitivos da África e Oriente Médio, pois estes são a escória que macularia a civilidade limpa e reluzente da Europa. E há, ainda, os que aqui no Brasil sugeriram mandar nordestinos em embarcações precárias e improvisadas para se afogarem tentando chegar á Europa, e há os que, na omissão do estado e do alto de seus direitos de classe abastada e branca, promoveram mais um ato na guerra social brasileira agredindo moradores da periferia que estavam ali, em território de elite.
Todos os dias se fala em crise, em alta do Dollar, de lojas encerrando atividades, cada um defendendo um interesse próprio que ignora, muitas vezes voluntariamente e em interesse próprio, que a única e verdadeira crise é a da Humanidade, do Capitalismo como ele é. Uma mera consequência de todas as atrocidades que o ser humano vem perpetrando desde que o primeiro macaco se pôs de pé e empunhou uma clava alguns milhões de anos atrás.
Mas, claro, basta eleger outro para presidente e tudo há de melhorar de pronto. O culpado é, obviamente, um só. E toda a histeria feminista será silenciada, porque o feminismo se provará desnecessário e os homens, assim como a luta dos que suportam as causas LGBT, pois a discriminação contra homossexuais é tão irreal  e superestimada quanto o machismo, a sociedade será igualitária e todos terão direitos iguais se não forem negros nem viverem nas áreas mais pobres das periferias e assim será com uma série quase infinita de pequenos e grandes massacres sociais, dentro e fora do Brasil. A ignorância que condena o fraco perdoa o forte, esta é a premissa da tragédia dos macacos falantes que começa do outro lado da rua, com um mendigo que foi queimado vivo e termina em genocídio, com ameaças às selfies e curtidas por conta da alta do Dollar.
O mundo é escamoso, vai por mim.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Booooom dia, Vietnam!!!!
Após um longo e minucioso silêncio, enquanto estive a observar vocês rosnarem sua eterna mesquinhez e babarem suas convições de papel , achei que era hora de proferir algumas sentenças novamente. Vocês não aprendem, mesmo. Vocês não cansam de julgar e avaliar o mundo sem tirar os olhos do microscópio apontado para o próprio umbigo. São estúpidos demais para perceberem que, a depender quem você seja e o que faça para pagar suas contas, o Brasil pode estar atravessando uma recessão grande, ou você pode estar enchendo de dinheiro essa sua bunda simiesca ao custo de alguns suicídios, depressão e penúria de uns infelizes que você não conhece nem dá a mínima. E mais ainda, a recessão hoje instaurada no país é o reflexo de uma crise econômica global que há anos iniciou-se nos mercados da Europa e EUA. Você acha mesmo que o Brasil, só por ter uma bandeira verde, amarela, azul e branca ia escapar impune? Mais uma: se você não fosse um primata burro, egoista e ganancioso como é, certamente teria percebido que um modelo de economia e distribuição de recursos que concentra a maior parte da riqueza nas mãos de uns poucos e deixa a menor fatia para que uma maioria se digladie pelas migalhas fatalmente vai colapsar.
Depois de tirar os olhos do microscópio e ter uma ideia mais clara da dimensão e da natureza do problema, aparentemente inerente á sua condição de macaco falante, ai sim você toma uma luneta e amplia um pouco o quadro para ver mais de perto as fissuras na estrutura. Gente que sobrevive em vez de viver. O desgosto no rosto de seus neoescravos mal pagos que levam uma vida miserável, formando filas nas lotéricas, ajoelhando-se nas igrejas, afogando-se nos bares quando podem. Olhando mais de perto, vemos que estes escravos não sabem mais educar seus filhos, que sem educação são sabem como viver em sociedade, tornando-se dispersos e hostis e incapazes do sucesso. A menina viúva aos 14 anos porque o marido de 16 foi morto numa chacina, a professora que ficou cega após ser agredida por um aluno e uma série de outros sintomas bem graves de uma doença que começa longe, na tendência que você, macaco imbecil, tem de querer ter mais do que aquele outro macaco ao seu lado. A ganância, o egoismo, a mesquinhez dos primatas. Se pudessem olhar seus egos no espelho veriam seres horrendos, intumescidos, morbidamente obesos, doentes. E ai se convencem que fechar os olhos e ouvidos os protegerá das consequências do desastre já anunciado. Sempre esperando que o outro tome a iniciativa de deter o processo, sempre acreditando na própria inocência, sempre achando que fez e faz o suficiente por um mundo melhor.
Então permaneçam onde estão macacos, achando que não há injustiça social e econômica, que não há racismo, nem machismo, nem discriminação, que os imigrantes haitianos não foram agredidos por serem negros e pobres, que desfilar de verde e amarelo vai acabar a corrupção, que a fé em deus e o dízimo vão sanar todos os problemas, que aquele rapaz não foi espancado e morto porque era homossexual.
O mundo é escamoso, macacos. Bem escamoso,

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Boooooooom dia, Vietnam!!!!

Vamos bater panela! Vamos bater panela pelo bando de cheira-cola imundo dormindo debaixo de marquise! Vamos bater panela pelas prostitutas viciadas em crack, pelas travestis espancadas, pelas mulheres esfaqueadas! Vamos bater panelas pelos patrões que não querem que você seja tatuado nem use brinco e nem seja você! Vamos bater panela para acabar com a corrupção! Vamo bater nos professores que pedem aumento. Vamo bater nesse bando de veado que quer ter direito como se fosse gente! Vamo protestar contra a corrupção e contra os direitos de quem trabalha! Vamos bater panelas nas varandas gourmet e vamos exigir nossas bolsas Louis Vuitton e Prada! Vamo protestar contra essa gente que recebe miséria! Vamos bater panela pra ninguém ouvir a sonegação fiscal. Vamo bater com força nas panelas, porque ninguém escuta quem bate lata na favela! Vamo protestar contra nosso povo desunido, racista, mesquinho, sexista, homofóbico, segregador, oportunista, corrupto, opressor e alienado! É a festa do trabalhador que se fodeu com os direitos roubados, o protesto das cidades vendidas aos empreiteiros, da não-distribuição de renda, a democracia dos professores espancados, dos políticos milionários, das grandes dívidas perdoadas, dos padrinhos e afilhados de cifras astronômicas, dos negros assassinados na periferia, da meritocracia dos que nasceram com a vida ganha, a festa da intolerância religiosa e social, o carnaval do Brasil justo ao alcance de todos, é só vir pagar!
O mundo é escamoso. Bem escamoso. Vai por mim

domingo, 15 de março de 2015

Boooom dia, Vietnam!!!!
Agora que vocês macacos já gritaram e carregaram seus cartazes, já fizeram suas fotos sorridentes e apareceram na Globo, vamos falar das manifestações deste domingo dia 15.
Nada é mais justo e mais democrático que manifestar publicamente a insatisfação com o governo, gritar por melhorias e pelo fim da corrupção, sobretudo porque sim, Dilma Rousseff promoveu recentemente o arrocho aos trabalhadores que negou em sua campanha eleitoral, assim como o aumento das contas de energia e uma série de outras medidas que comprometem, num efeito cascata, a qualidade de vida da população e sim, o toda a estrutura política do país se encontra corrompida. O problema é boa parte - talvez a maioria - dos manifestantes vestidos de verde e amarelo pregam que apenas o atual governo é corrupto, que Aécio Neves e seus coligados são a salvação imaculada da nação. É difícil se juntar a tais manifestações que pedem a instauração de uma nova ditadura militar e, principalmente porque, aparentemente, jamais se importou com os direitos de quem sempre - SEMPRE - foi oprimido pela exclusão social inerente a uma economia capitalista e uma corrupção institucionalizada em todos os setores da sociedade.
É muito difícil considerar justa e certa a insatisfação de muitos que, caso o governo do PSDB ou mesmo uma ditadura militar continuasse uma administração pública desastrosa e que afetasse a parcela da sociedade que sempre afetou, jamais iria expressar indignação ou dar alguma importância. A insatisfação é verdadeira para muitos, e o povo deve sempre se insurgir contra um governo que se mostra seu oponente em vez de seu defensor. Mas quando os gritos de indignação não parecem questionar por que ainda existem favelas, por que ainda existem tantos miseráveis, por que o racismo ainda permeia as relações dentro da sociedade, por que existe uma Bancada Evangélica pressionando o governo e sustentando seus preconceitos fundados em convicção religiosa, por que não há uma reforma tributária justa se percebe um desafino na melodia. Isso sem mencionar o perigo dos valores morais defendidos pelos mesmos macacos abraçados em bandeiras nacionais, com sua homofobia e seu machismo declarados, seu racismo velado mas nem tanto, sua admiração por uma polícia que mata um pobre com a mesma facilidade que ignora falcatruas de juízes e advogados. Para estar lado a lado com estes, unindo minha voz às suas, prefiro deixá-los gritar sozinhos por um país justo onde os pobres sejam pobres, onde seus parentes e amigos - e apenas eles - possam ser corruptos, onde os negros sejam sempre seus subalternos, suas mulheres sejam as mães frígidas de seus filhos, todos guardados por deus, porque o mundo é escamoso, vai por mim.
P.S. - Azar de vocês, macacos, traídos pelo PT, prensados contra o PSDB e burros demais para mudar isso.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Booooooom dia, Vietnam!!!!

Eu não vou defender Dilma Rousseff, nem o PT, ambos bem aparelhados juridicamente e que não me pagam 1 centavo para tal. Na verdade, acho bastante sensato uma oposição ao governo, visto que o mesmo tem perdido as rédeas da economia, vem sendo negligente com os interesses do povo e das causas ambientais e indígenas e, a exemplo de todos os outros governos anteriores, tem dado todas as provas de sua corrupção. Isso, macacos, não significa que eu apoie a deposição da presidente e o empoderamento de Aécio Neves, menos ainda, óbvio, a instauração de um regime militar. Mas considerem que a 'direita' - entre aspas, porque o PT há muito deixou de representar os ideais da 'esquerda', tornando-se apenas mais um partido a exercer o poder em conivência com os detentores do poder monetário num sistema chamado Estado e onde não há esquerda e direita e sim que fatura e quem não - houvesse se mantido no poder esta década passada e o país se encontrasse hoje neste mesmíssimo e exato estado, em idêntico clima de recessão, eu me pergunto se haveriam panelaços, se não haviam os que defenderiam cada medida econômica como atos meramente necessário à manutenção da estabilidade financeira do país. Forçando mais um pouco a balança, imagine que tais medidas econômicas, para além da já conhecida corrupção, causasse a depreciação da qualidade de vida das camadas menos abastadas da população, a classe média tomaria para si as dores e se mobilizaria com o mesmo ódio e a mesma determinação contra o governo como hoje se vê? Vocês, macacos, conseguem ver a classe média indignada com o sucateamento da saúde e educação públicas? Com a exploração dos trabalhadores, com o baixo salário mínimo, com a maneira escravagista que se conduz o trabalho doméstico?
Enquanto o governo não funcionar, não houver um compromisso para com o bem estar do povo - e inclua-se ai a cooperação do poder privado, encarnação do demônio da ganância - façam-se manifestações e que se cobre soluções para as dificuldades da população. Façam-se toda sorte de protestos e reivindicações legítimas, que sejam acuados os responsáveis, mas conheça seu inimigo. Perceba quem defende os que sempre foram oprimidos e privados de dignidade, quem de fato é contra a corrupção que sempre degenerou a classe política e empresarial, quem tem uma noção de justiça social que vá além de seus próprios interesses. Entre os que gritam junto a vocês por melhorias, macacos, estão muitos que querem lhe por o jugo, porque o mundo é escamoso, vai por mim.
Boooom dia, Vietnam!!!!

Sobre a corrupção: os políticos desviam verbas, fazem acordos, apadrinham enriquecem absurdamente com o dinheiro público. os grandes empresários e investidores fazem acordos e manobras fiscais, sonegam, subornam. O cidadão pega propina ao policial, assim como o assaltante e o traficante. Este último muitas vezes se associa a algum deputado ou vereador, a um delegado. O rico faz o que pode, pressiona políticos, tudo para pagar menos, para explorar o quanto puder seus funcionários. Carregando quase todo este peso, o trabalhador às vezes desvia energia elétrica, desvia água, enrola no expediente. No casamento, quase todos escondem seus relacionamentos extras, seus filhos com outras mulheres. Há ainda os que roubam seus empregadores, mesmo aqueles que resolveram lhes dar uma chance e uma ajuda. Pronto, macacos, podem falar de corrupção à vontade agora, porque o mundo é escamoso, vai por mim.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Boooooooooooom dia, Vietnam!!!!
Imaginem, macaquinhos desprezíveis, os eventos a seguir: um rio corre através das terras. Um macaco mais astuto, observando a terra desabitada ali, constrói uma represa para que o volume de água para si seja maior. Com o lago formado ele melhora o cultivo das terras ao redor, criando uma terra de benesses. Logo alguns amigos e parentes seus se juntam a ele, constroem encanamentos para aproveitarem a água acumulada e todos ali vivem felizes em prosperidade. Enquanto isto, a jusante da represa, muitas famílias vêem o rio minguar diante de si. A escassez da água trás a penúria, a dificuldade de se obter recursos, de levar suas vidas. Chegam à eles os rumores de uma terra de felicidade e riqueza, e para lá vão rumando em busca de vida melhor. Ao chegarem nas terras da represa, claro que não são bem vindos de pronto. Não são parentes nem amigos daqueles que lá estão, vêm fatigados da caminhada, com a miséria estampada no rosto e nas vestes. Mas, com alguma conversa, é permitido a um e outro ficar por ali. Há sempre buracos a serem cavados para instalação dos encanamentos, tubos pesados e sujos a serem trocados por novos, uma casa a ser limpa, roupas e serem lavadas, vigiar os filhos dos donos da água, estes agora muito ocupados em vistoriar os encanamentos por onde a preciosa água circula, estudar maneiras de juntar mais água - quem sabe até ampliar a represa - e, claro, desfrutar da sua riqueza em festas e passeios. Os que não foram aceitos nas terras ricas da represa, estes tiveram que dar seu jeito de sobreviver. Uns passaram a mendigar, outros foram para longe, outros mudaram-se para as vizinhanças da represa em busca de sobras ou, vez por outra, entrando ali furtivamente e usurpando para si uma fração mínima de toda aquela riqueza. E assim viveram todos, uns felizes para sempre, outros nem tanto, e muitos pereceram e ainda perecem na esperança de um dia desfrutar da água.
Qualquer semelhança da estorinha acima com o capitalismo é mera verdade. Não desmerecendo as longas noites insones e horas de estudo, nem desmerecendo o esforço, mas nós sabemos que vocês, macacos, adoram ter. Ter, no sentido mais mesquinho do verbo. Vocês reclamam que as pessoas são julgadas pelo que têm, pelo que ostentam, mas sequer se dão conta de que o ser humano não está feliz com o que tem, e sim com o que tem a mais. Um macaco só vai estar feliz em ter um carro, uma casa, uma esposa e dois filhos se a maioria dos macacos andar a pé, tiver uma esposa desagradável, morar num casebre bem longe e seus filhos forem engraxates. Aí começa todo o malVocês macacos não querem o melhor para si, vocês querem melhor do que o dos outros, e jamais são felizes sem ver outro primata na pior. E ainda tem a desfaçatez de vir com falácias de educação, humildade, um mundo melhor...
Quer mudar o mundo, humano, comece mudando a si mesmo. Vamos ver se você consegue, mas eu duvido, porque o mundo é escamoso, vai por mim
P.S. Como se fossem poucos nossos problemas com um governo e um empresariado formando uma vasta e sólida estrutura de corrupção explorando e alienando o povo, temos também agora que lidar com o fundamentalismo religioso. Atentem para os Gladiadores da IURD

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Boooooom dia, Vietnam!!!!
Nem todos vocês primatas sabem, mas os ratos brancos de laboratório são de uma espécie conhecida popularmente como rato-marrom, uma espécie de rato arisca e propensa a agredir quando acuada, Logo, na necessidade de domesticar os ratos, foram sendo selecionados os indivíduos mais mansos do grupo para reprodução sucessivas vezes, até se conseguir uma linhagem de ratos dóceis, fáceis de lidar e que podiam ser mantidos sem dificuldades em cativeiro. E o padrão genético dos ratos mais mansos trazia também, uma supressão da pigmentação dos ratos, fazendo-os nascerem brancos. Logo, ratos de laboratório não são ratos brancos. São ratos mansos. A brancura da pelagem é somente uma consequência secundária inerente aos seus genes.
Outro dia vi uma propaganda de um brinquedo cujo horror do slogan passa despercebido da maioria das pessoas: o menor helicóptero de controle remoto do mundo, projetado para ambientes internos! Isso mesmo. Um helicóptero de controle remoto feito para voar na segurança de uma residência. Você, macaco, pode até imaginar um menino feliz da vida pilotando isso na segurança do do seu lar enquanto a vida, o mundo, estão lá fora. O mundo, bom ou ruim - e aqui eu digo sem medo de errar: RUIM - está lá fora. Assim como os pelos brancos dos ratos de laboratório não podem ser dissociados da sua mansidão, há traços comportamentais que seguramente estão atrelados a outros, e não é difícil perceber isso. Quando imaginam a criança pilotando um brinquedo aéreo desenvolvido para ambientes fechados, vocês imaginam mesmo um menino mal vestido, com os braços e pernas marcados de surras e picadas de insetos pilotando este brinquedo ridículo no interior de um casebre na periferia? E quando falo do mundo do qual a criança feliz da propaganda é apartada ao pilotar seu brinquedo em seu ambiente fechado e seguro, eu falo das cidades que foram construídas na exclusão de uma classe e ao prazer de outra. Não é difícil imaginar as ruas como um ambiente hostil. São pouco arborizadas, sufocantes, são sujas, há ladrões e viciados à espreita. É mais fácil se trancar. Acordar trancado em casa, sair trancado no carro, passear trancado no shopping, brincar trancado em casa. Trancado e ignorando as mazelas deste modelo de sociedade. Trancado em casa, a fealdade e o fedor da pobreza são apenas imagens na tela de alta definição da sua TV, do seu smarphone, do seu tablet. São algo que um governo corrupto ou a falta de caráter e de esforço familiar produziram, não o capitalismo. Uma coisa que oito a dez horas de trabalho árduo pode suplantar, basta querer, ou talvez mais fé em deus para que ele recompense sua lealdade ou, em ultimo caso, alguns policiais armados e dispostos podem dar jeito. Trancado em casa não se vê o mundo em franca degradação, não se vê o lixo nas praias, o desflorestamento. Não se vê os reservatórios secarem. Trancado no shopping não se vê a corrupção do governo, não se vê a ganância criminosa dos investidores e especuladores. Trancados, tratam com a devida distância os elementos que vem de fora. A doméstica, o porteiro, o zelador, a faxineira do escritório. E assim, trancados, não atentam para a febre-da-cabana, fala-se em dividir o país, pede-se a volta da ditadura. E trancados vão vivendo, consumindo, se consumindo.
Aparentemente, macacos, não foi somente o pequeno helicóptero que foi desenvolvido para ambientes fechados. E dentro e fora, o mundo é escamoso, vai por mim.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Boooooooom dia, Vietnam!!!!!
Vamos hoje tentar usar a imaginação, primatas. Imaginar uma situação hipotética. Hipotética, mas não fantasiosa: o rapaz é de origem humilde, viu amigos ou talvez parentes morrerem vitimas de latrocínio ou por estarem no lugar e hora errados quando algum traficante resolveu acertar contas com rivais. Cresce com aquela raiva de bandido e resolve virar policial, é treinado sob pressão de uma lavagem cerebral de um modelo opressor e ultrapassado. Dentro da corporação ele depara com o fato de que muitos dos seus colegas se aliam ao crime, fazem acordo com negociantes de drogas, que seus 'heróis' são apenas outra face do seu antigo inimigo. Ele não confia mais em qualquer um, nem nos fardados e nem nos marginais que ele persegue. Mas ele é incorruptível, ele deseja ver a lei cumprida, ele deseja ver as ruas limpas da escória. E esse ser obstinado recebe uma arma carregada e um distintivo. Quando este ser é confrontado com alguém que não aceita sua autoridade deturpada e se insurge contra seus excessos, o que ocorre?
Na outra mão, temos um outro rapaz de origem humilde, que também viu seus colegas ou talvez parentes perderem a vida para os mesmos latrocidas e os mesmos negociantes de drogas. Não teve instrução devida, não teve grandes chances na vida e o meio que conseguiu para seu sustento foi a venda de produtos clandestinos nas calçadas do centro da cidade, numa total informalidade. Ele não estupra, não mata, não assalta. Seu crime de vender produtos ilegais parece ridiculamente inofensiva diante da guerra do tráfico, da corrupção no governo e dos preços abusivos das grandes corporações. Então é confrontado com um policial que chega para lhe chamar de bandido e tomar dele seu sustento, ele que não mata, não assalta, não desvia verba dos postos de saúde e de recuperação de estradas.
Esta situação é meramente hipotética, macacos, mas não é irreal e nós sabemos disso. E não pretendo com ela justificar o assassinato de Carlos Augusto Muniz, nem pretendo condenar Henrique Dias Bueno, cada um defendendo aquilo que aprendeu a fazer, mas lamentando profundamente o episódio que apenas, mais uma vez, exibe não apenas o despreparo da polícia - que só devia sacar de suas armas letais quando suas vidas se vissem em possibilidade de risco, a frágil educação do povo - que deveria saber que não se deve entrar em embate físico com uma pessoa armada, mas exibe também, de forma bastante clara, o nível de tensão que vivemos. A polícia ainda é a lei, mas a lei não é mais pelas pessoas e faz tempo que ninguém se sente exatamente protegido ou seguro na presença da polícia. O povo não conhece mais autoridade, e se isso é bom para se iniciar um levante popular contra instituições opressoras, é péssimo quando resulta em alunos que agridem professores - os casos são muitos e num deles uma professora quase perde a visão de um dos olhos, ou agridem seus pais e avós. Notem, macacos, que aqui só falamos de UM evento. UMA possibilidade envolvendo pessoas menos favorecidas.
Quando você vê aquele carro de luxo com um adesivo Fora Dillma (com os dois Ls verde e amarelo numa clara alusão ao ex presidente Fernando Collor, deposto de seu cargo) você enxerga ali uma pessoa indignada com a corrupção do governo? Uma pessoa pessoa que se sentiu traída pelo partido que jurou defender o povo? Uma pessoa preocupada e comprometida com as causas sociais? Você consegue enxergar ali, naquele sedã ou naquela caminhonete de R$ 100.000,00 uma pessoa que diz 'Fora Dilma! Fora PT! chega de exploração aos trabalhadores, chega de hospitais sucateados, chega de supersalários para juízes e parlamentares!'? Ou você vê ali a indignação de quem não pode mais manter uma empregada doméstica naquele regime escravagista, aquela pessoa que não se sente mais tão destacada porque os shoppings estão repletos de gente com a cara dos subúrbios de onde vinham suas empregadas, gente com medo de não poder mais ser médico fantasma de hospital público?
Acho que já dei meu recado, macacos, porque o mundo é escamoso, vai por mim.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Booooom dia, Vietnam!!!!!
Macacos, não sei quantos nem quais de vocês se deram conta o quão tensa está a corda, o quão rachada está a ponte. Nunca testemunhei um confronto tão ferrenho, tão determinado, entre as classes. Nunca vi as pessoas tão dispostas a se agredirem mutuamente, a se humilharem mutuamente, eu nunca vi tão intensamente a disputa de interesses separar racistas e não racistas, homofóbicos e simpatizantes das causas LGBT, entre quem tem poder e quem sofre no lastro da sociedade. De um lado temos Mário Lúcio Costa sendo, de certo modo, criticado por sua postura contra Patrícia Moreira - atual símbolo do racismo no Brasil. Temos uma multidão dizendo 'fora, comunista!', como se estivéssemos nos EUA dos anos 1950 ao mesmo tempo em que a distribuição de renda - e aqui eu não falo de BolsaPorraNenhuma, mas de salários justos, preços justos - produzindo ainda tanta fome, tanta miséria. Você tem gente como Bolsonaro e Malafaia apregoando seu repúdio aos homossexuais - e aqui cabe falar de João Antônio Donati, encontrado morto por estrangulamento e com o bilhete "vamos acabar com essa praga" enfiado em sua boca.
Curioso é justamente o apoio de pessoas políticas a práticas tão condenáveis. Não me lembro de ter visto Gentili apontar sua famosa língua afiada contra as pessoas realmente perigosas, como pastores alienistas, contra politicos conservadores e empresários cuja ganância vai além da degeneração, mas ele sabe fazer suas piadinhas contra negros e gays e mulheres. Você vê pastores e deputados e senadores acusando e condenando homossexuais e depois se declararem vítimas de 'cristofobia'. É época de eleição e todos os candidatos de destaque se preocupam muito mais em acusar seu oponente como se seus próprios partidos jamais se houvessem envolvido em esquemas milionários de corrupção. Você, macaco, vê o levante dos conservadores contra o Comunismo e o Socialismo e reclamando da criminalidade e da pobreza como se ambas não fossem, em grande parte, o subproduto de um modelo econômico e trabalhista exploratório e segregador.
Então estamos ai, vendo os reacionários criticando um país que eles mesmos ajudam a se tornar pior e pior a cada dia, vemos um povo alienado e sem representação, vemos os que se acham melhor por serem brancos - branco no Brasil? sério? - tentando empurrar os negros de volta á senzala - alô, Edson Arantes do Nascimento, tudo bem por ai? Temos pastores e, pior, políticos, incitando a discriminação sexual e religiosa, e isso tudo mergulhado numa sociedade de adoração onanista pela ostentação resultando em episódios de violência banais como as recentes agressões de adolescentes em suas escolas, alegadamente motivados meramente por inveja da beleza das agredidas, os latrocínios motivados por que os agressores sequer passam fome, apenas desejam roupas e acessórios de grife.
Se você acha mesmo que o problema é somente destronar o PT, ou empossar o PSDB ou dar a chance ao PSB, não lamento nem um pouco em dizer, macaco, que você é mais alienado do que imagina, porque o mundo é escamoso, vai por mim.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Boooooom dia, Vietnam!!!

O jogo mais uma vez muda, em parte, sua configuração, macacos.  Não vou lamentar a morte daquele rapaz de olhos claros que muitos achavam que ia salvar o Brasil, já é tarde para isso e muita gente já o fez, embora eu preferisse sinceramente que ele somente se aposentasse e fosse viver com sua família sem infligir nenhum dano ao povo. Lamento a tragédia, mas eu não concordava com sua política falaciosa e coronelista. Porém, mais ainda, eu lamento a tragédia que há anos vem ocorrendo sem dar sinais de esmorecer. Morre Eduardo, lesando severamente o Partido, então que se tome proveito disso, alavancando a campanha da muito duvidosa Marina Silva, discursando de cima de um caixão - com direito a voltar atrás em suas convicções e propostas sob a pressão da Bancada Evangélica. Caixão este dentro do qual tentam sepultar a misteriosa origem de um avião bem caro. Não digo que alguém o tenha dado de presente, longe de mim tal calúnia, macacos, mas se um homem padrão oferece ingressos de cinema esperando uma bela trepada em troca, imagina o que se espera ganhar em troca de um avião. Isso falando somente dos paladinos da Nova Política. Nem precisei citar aqui o descrédito da atravancada, e repleta de tropeços, recente administração petista. Como se fossem poucos os problemas que Dilma arranja sozinha com a Petrobras e com a estagnação econômica, ainda precisa se resolver com uma imprensa obstinada em entronar a já conhecida e opressora elite brasileira. Se tudo isso não for trágico o bastante, primatas, olhem para Aécio, esmerado em seu figurino e na beleza de seu discurso: um produto fino e acabado de uma classe que jamais se envolveu com o povo além de sua posição privilegiada nas relações de servos e senhores. E o mais triste é que, novamente, os olhos e ouvidos burros de vocês estão, novamente, focados nos mesmo ídolos já conhecidos, os mesmos que sempre tiverem as rédeas e o chicote na mão e que sempre fizeram deste pais o que ele é. Vocês acham mesmo que alguma coisa vai mudar com vocês fazendo como sempre fizeram? Sério?
Até agora só falei dos amigos presidenciáveis. Eu nem mencionei as doenças sociais, como o caso da menina de nove anos de idade assassinada porque seu irmão, de doze, devia uma grana aos traficantes. Nem falei do time de futebol que teve o uniforme alterado - removeram a figura de um indígena do escudo - por pressão das convicções religiosas dos jogadores, óbvio, evangélicos. Não falei dos PMs estupradores do Rio de Janeiro, que eram também assaltantes - o sonho do oprimido é o quê mesmo? Nem mencionei os recentes fenômenos da moça racista que se deu mal e da moça negra que foi severamente ofendida por ter um namorado branco. Não digo que as pessoas estavam certas em apedrejar a casa da família da torcedora gremista, mas é difícil sentir pena de gente racista. Da mesma forma que, mesmo sabendo que não é certo, é difícil se apiedar do estuprador e do assassino linchado. Lamentável que apenas essa moça sofra represálias tão fortes quando ela era apenas uma entre os que esbravejavam e ofendiam na ocasião, sem sequer se darem conta do ridículo de serem, todos sem exceção, macacos falantes. Todos, sem exceção, macacos maquiados, macacos lamurientos, macacos racistas, descriminadores, violentos, obtusos, egoístas, alienados, sádicos. A obra prima de deus, de alá, da cadeia predatória darwinista: macacos! Macacos que mentem, enganam, tentam sempre levar vantagem. Macacos desonestos, patéticos, hipócritas, macacos. Todos macacos, porque o mundo é escamoso, vai por mim

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Booooom dia, Vietnam!!!!
Após o ostracismo autoimposto, decido voltar, macacos. Dois leitores me cobraram o retorno e achei bastante oportuna a circunstância. Nunca vi o pais em momento mais peculiar: sediando uma Copa do Mundo repleta de trambiques, obras superfaturadas e em vergonhoso atraso - muitas das quais jamais serão entregues, aposto - e às vésperas de uma eleição presidencial cujos candidatos não podiam ser piores. Conseguem enxergar a dimensão? Vimos o Brasil chorar o machucado de Neymar, que acenava sorridente da maca, cheio da grana e usando o boné de seu patrocinador, enquanto outros choravam seus parentes vitimados por uma obra superfaturada e executada erroneamente. Muitos se abalaram com o massacre da seleção brasileira pelo time alemão sem sequer se darem conta do massacre em Gaza, este sim um massacre, com bombas e corpos destroçados. Isto sem falar naquelas famílias que tudo perderam em desapropriações para obras da Copa, ou vitimadas pela especulação imobiliária que ameaça diariamente reservas ambientais e comunidades carentes.
Hoje, no dia seguinte à derrota vergonhosa da seleção brasileira de futebol, de quem é a ressaca? Daqueles rostos sorridentes nas arquibancadas exibidos pela TV, quem nem de longe se pareciam com empregadas domésticas como os cubanos do Mais Médicos? (por falar neles, como anda a saúde em seu município?) Dos jogadores patrocinados e bem pagos que sequer moram aqui no Brasil? De quem perdeu sua casa e seus vizinhos para a construção de uma pista que ainda nem foi iniciada?
Esse, sem dúvida, não é o maior problema se vocês humanos lembrarem que daqui há três meses seremos convocados a votar em candidatos cujos nomes eu sequer preciso mencionar aqui, pois sabemos quem é quem. Sabemos quem é acusado de fraude contábil e sumir com 4,3 bi, sabemos quem é o coronel que vende ou 'doa' o patrimônio público de acordo com seus próprios interesses, sabemos quem é a fachada de um partido que há muito se corrompeu e se tornou aquilo que dizia combater ferozmente, sabemos que, se você é a maior aposta de uma máquina de corrupção chamada Política Brasileira, claro que você é faz parte de um plano que eu jamais vi priorizar as necessidades reais do povo.
O Brasil hoje é um país bem diferente do que era quando passei a me interessar por sociologia e política, isso não posso negar. As condições de trabalho, saúde e cidadania hoje são bem melhores que há 30 anos, mas está longe, muito muito longe do ideal. Quando isso vai mudar? Como isso vai mudar? Com certeza não num gramado de um estádio brutalmente caro, não sob aplausos de uma classe elitista, não com a fome a doença dos miseráveis, não mesmo, porque o mundo é escamoso, vai por mim.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Booooooom dia, Vietnam!!!!!
Atravessamos mais um 07 de Setembro, o famigerado Dia da Independência. Dia de celebrarmos a bravura de nosso imperador, que bravamente se rebelou contra os desmandos da Coroa Portuguesa, alavancando o progresso deste país que é referência de civilidade e desenvolvimento social. Dia de celebrar a riqueza dos valores da nossa sociedade, nossa moral e nossa senso cidadania. Sete de Setembro, dia de celebrar o orgulho de termos nascido neste Brasil acolhedor, de paz e de justiça, neste país de democracia e dignidade que, a cada um de nós, concede sem reservas o seu melhor. E que a bravura e a determinação desse povo brasileiro jamais sejam esquecidas, bem como sejam sempre lembradas a honradez e a retidão de nosso governo, o altruísmo da nossa economia, a bênção que é viver neste país de prosperidade sem fim.
Agora cantem todos, com a mão sobre o coração, nosso Hino Nacional. E não contenham suas lágrimas, pois nesta hora de profunda emoção, o brasileiro que é brasileiro pode chorar todo o orgulho de viver sob as cores verde e amarelo da alegria, do amor, da liberdade e da coragem do Brasil.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Boooooom dia, Vietnam!!!!
Tudo errado mais uma vez, macacos. Ainda, mais uma vez, tudo errado.
O governo brasileiro resolve importar médicos, como se este país - diga-se de passagem o
maior circo deste planeta - não os produzisse em quantidade. E o mesmo governo que esbanja (quando não rouba) o dinheiro de todos nós, não investe na eficiência dos hospitais, condenando a maior parte da população, que não tem escolha senão penar e torcer para não vir a óbito ou sobreviver com sequelas. Este descaso é a grande reclamação alegada pelos médicos que se recusam a ir onde são necessários, onde a vida vale menos e o mundo é menos aprazível. Então chegam os médicos estrangeiros, vaiados em sua recepção no país de uma segregação social óbvia e negada na maior hipocrisia, como se fossem eles a responder por todos os desmandos, não só da administração pública como da classe econômica dominante. Sim, classe econômica dominante, porque sabemos quem é, em sua maioria, que estuda e exerce medicina neste país feudal. Haja a vista o comentário disparado por uma jornalista em seu perfil na internet: estas médicas parecem empregadas domésticas. Não podia ser mais emblemático.
Claro que parecem empregadas domésticas. São negras, não são? Não é como serviçal que o negro e o pobre devem servir á sociedade, sem jamais serem médicos ou juízes? Os estrangeiros em questão não trazem cor nem a aparência dos que podem cursar medicina e ainda escolherem onde e a qual preço devem tratar dos enfermos, não é isso? E o que mais enoja é vocês, primatas, lendo isto e negando até para si mesmos a podridão atávica de seu caráter: racista? eu? preconceituoso com os pobres?
Este é somente um dos problemas deste pais, mas que traz os traços de muitos outros, como racismo, segregação social, descaso público. E isso porque só estamos pensando em Brasil. Calculem o massacre da Síria, as mulheres violentadas e suicidas nos países islâmicos e mais um sem número de atrocidades que esta raça desgraçada de primatas perpetra contra si mesma.
É, macacos. Não importa sua cor, nem de onde vieram, vocês sempre serão meramente um bando de macacos repulsivos e merecedores de suas próprias mazelas, e que elas os consuma até o ultimo da raça porque o mundo é escamoso, vai por mim.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Boooooooom dia, Vietnam!!!!!
Após um hiato esperando desbotar as tintas de todos aqueles os  cartazes, volto a mandar umas recados para vocês, primatas estúpidos.
O primeiro deles: O Gigante acordou, deu uma mijada, bateu uma punheta e foi dormir de novo, porque saiu de moda aparecer no Instagram e no Facebook segurando um cartaz fofinho e engraçado. Simples assim, macacos. Simples como gritar fora Dilma e deixar os parlamentares controlando e roubando como sempre fizeram. Simples como abrir inscrições para médicos para as localidades que mais carecem deles e não ver um só candidato.
E se você reclama apenas do governo é porque certamente não atentou para as formações de cartel, conchavos políticos para defender seu mercado, a prática desleal de concorrência e uma administração que beira o escravismo. O, como um atestado do tipo de povo retrógrado, basta olhar as manifestações dos investidores da TelexFree, BBom e similares, que muito mais do que a defesa de seus direitos, soa como um protesto pelo direito de lesar os outros e ser lesado. Bem a cara do Brasil.
Enquanto uns sentem pena da anemia de Neymar, outros sequer enterraram Amarildo, porque o mundo é escamoso, vai por mim.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Booooooom dia, Vietnam!!!!!
Bom dia, povo burro! Burro! Você quer ser empreendedor e montar um pequeno negócio? Se fodeu, porque aqui a legislação é muito burra e vai sufocar você debaixo de uma pilha de impostos, e ai ninguém prospera. Lei burra!
O bandido pode fugir na boa, pode responder em liberdade, pode livrar flagrante, porque a lei é burra!
Os parlamentares são espertos, muito espertos, e criam uma lei que impede o Ministério Público de os investigarem. Lei burra! Criam também o Estatuto do Nascituro, dando ao embrião os mesmos direitos de ser desamparado pelo Estado, sem segurança e em saúde e nem educação. Coisa burra!!!
O Brasil de proclama como Estado Laico, mas um monte de cristãos burros detem o poder e elaboram as leis fundamentadas em crença religiosa. Que país burro!
Não se pode chegar de carona nas Arenas da Copa, o pobre que quiser arriscar um trocado vendendo cachorro-quente será barrado. Tudo se investe numa classe que tudo já tem. Que administração burra!
Sem falar das muitas manias burras de ser no Brasil, esse amor declarado á banalidades, essa burrificação geral... bando de macaco burro!
Brasil, um país de burros!!!